Seminário internacional de psicologia ambiental e desenvolvimento sustentável debate água, mudanças
Pesquisador da Embrapa Meio Ambiente discute a proteção do Aqüífero Guarani frente às mudanças climáticas globais
Acontece em 4 de outubro de 2007, no Auditório 239 da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) o III Seminário Internacional de Psicologia Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, com o tema Água, Mudanças Climáticas e Bem-Estar, com a parceria da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
“Com a evidência de que as mudanças climáticas afetarão sensivelmente os recursos hídricos, tanto superficiais quanto subterrâneos, torna-se imperativo antecipar várias tomadas de decisão em relação à proteção desses mananciais”, explica Marco Antônio F. Gomes, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, que participa de uma das conferências.
Para Gomes, “no caso do Aqüífero Guarani, tais mudanças implicariam, a priori, no regime de recarga pelas chuvas, uma vez que o ciclo hidrológico seria afetado, com possibilidades de redução no volume de água a ser infiltrada para abastecer o aqüífero”.
Com a intenção de contribuir com a proteção desse imenso manancial subterrâneo, considerando não só os riscos advindos das atividades agrícolas em suas áreas de recarga direta, mas também as alterações no clima, o pesquisador esclarece que a Embrapa Meio Ambiente propõe um procedimento de uso e ocupação racional dessas áreas, denominado ordenamento agroambiental.
“Tal procedimento tem como premissa o uso de sistemas de produção agrícola com redução de aplicação de agrotóxicos e adubos químicos e com variação gradativa de uso das áreas, ou seja, com redução progressiva das atividades agrícolas até chegar à condição de áreas de preservação permanente (APP), onde não seriam permitidas quaisquer atividades humanas”, enfatiza.
Em tais áreas criam-se, naturalmente, microclimas, com temperaturas mais amenas em relação à média regional e condições mais favoráveis para o armazenamento de água no subsolo, tornando o ambiente mais equilibrado. Como conseqüência, as margens (matas ciliares) e nascentes têm mais proteção e condições de suportar as adversidades climáticas.
“Com a adoção dessas medidas, os efeitos negativos seriam então minimizados, possibilitando a manutenção desse imenso manancial não só do ponto de vista qualitativo, mas também quantitativo”, enfatiza Gomes.
Na programação do seminário constam também palestras de Gabriel Moser, diretor do Laboratoire de Psychologie Environnementale, da França e presidente da International Association for People Environment Studies (IAPS), de José Maria Gusman Ferraz e Miguel Angelo da Silveira, pesquisadores da Embrapa Meio ambiente, de Clarissa Ferreira Macedo D´Isep, professora de Direito da PUC/SP e de Frei Vasco Croccoli, da Ordem dos Frades Menores Conventuais.
As inscrições, gratuitas, porém obrigatórias, podem ser feitas no evento, com Vera. Mais informações pelo telefone 11. 3670-8521 ou pelo e-mail: psiclini@pucsp.br
Serviço:
Local: PUC/SP – Auditório 239
Rua Ministro Godoy, 969 - 2º. andar
Perdizes – São Paulo (SP)
Cristina Tordin
Jornalista, MTB 28499
Embrapa Meio Ambiente
19.3867.8708
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